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sexta-feira, 16 de junho de 2017

O S

O B S E R V A D O R E S








    Bem longe, numa terra distante, para além das montanhas verdejantes que separam o povoado do norte, das ravinas e regatos, o ancião ponderava sentado junto a mesa, a dar com os cotovelos debruçado sobre um velho manuscrito, enquanto a penumbra afugentava a escassa luz da velha e rústica biblioteca.
    Ele levantou-se arquejante apoiado num velho bordão. O peso dos anos revelava-se no seu olhar pesaroso, nas barbas grisalhas, e seu olhar temeroso. Tateou vagarosamente cada livro , correndo as mãos pelas arestas das prateleiras ao longo do enorme corredor. O velho ancião, procurava desconsolado por algum documento em particular, queria aproveitar os últimos vestígios de raios de sol, que penetravam as altas janelas de frente para o corredor final. Contudo, a fuligem de carvão gerada pela queima de madeira do lado externo do recinto, criou uma nuvem densa de fumaça, que sabotou os vitrais da velha biblioteca.

    La fora, além do espesso muro que unia a esplanada ao antigo Mosteiro, alguns noviços da ordem trabalhavam incessantemente, ateando fogo a troncos e raízes de árvores de toda espécie. Com exceção do salgueiro, que era uma planta de importância peculiar, na vida monástica daquelas almas devotas.
   A produção de carvão, era fundamental para a provisão de energia para o Mosteiro. A antiga fortaleza construída naquele ermo vazio, cobria uma área de mais de quinze mil metros quadrados, e abrigava mais de trinta monges. Alguns eram leigos, que descobriram desde cedo a vocação para uma vida reclusa. Outros, foliões aventureiros que mal podiam distinguir a árvore da madeira, e sucumbiam ao novo estilo de vida. O velho Monastério era uma instituição auto-sustentável, mas, a certa altura, a cidade era indispensável. Pois, fazia-se necessário a aquisição de produtos que não poderiam ser manufaturados ali. A eletricidade era praticamente inacessível, porque o Mosteiro estava fora das raias urbanas.
    
    No alto do campanário, bem acima do portal de entrada do velho Mosteiro, ouve-se as batidas de um sino. Uma, duas, três...Um nevoeiro fino cai sobre a densa floresta temperada, enquanto o crepúsculo da tarde riscava no horizonte, um fio de luz vermelho azulado. A fumaça e o fogo se dissipavam com o nevoeiro e a brisa úmida, por fim, o dia também desaparece, cessa...não mais existe.
 A biblioteca era enorme, e preservava relíquias antigas como pinturas medievais que a história quase esqueceu. Ali também, guardavam-se registros de compra e venda de propriedades, entre outros assuntos administrativos do Clero. O ancião continuava a procurar aflito, pelo labirinto estreito de corredores, por entre calhamaços e papéis pálidos.
    Sob a luz diminuta de uma vela quase apagando nas mãos. Ele retirou do volumoso acervo enfileirado, um velho caderno de paginas surradas.
    -  Hum! Deixe me ver...
    Pensava só, o sacerdote, abrindo o manuscrito.
    Enquanto folheava as páginas do caderno, apoiado sobre o anteparo da janela, a medida que a chama da vela diminuía, a fumaça escura queimava os olhos do velho abade que a essa altura bocejava. Sondou os pensamentos, e julgou que o sono lhe roubara as forças que restaram, por fim... Então, logo depois, ouve-se o sussurro de uma voz solitária.
    -  Oxalá encontre o que veio aqui procurar Reverendo!
    O jovem monge atravessou a porta aberta do escuro recinto, enquanto o ancião fitava-o de olhos arregalados, tomado de susto e espanto. O noviço devolveu o olhar com reverência e, educadamente dirigiu as palavras: 
    -  Sua benção, Padre. Perdoe-me se eu o assustei, pensei que talvez fosse melhor acender as lamparinas.
    O jovem demonstrou grande preocupação, quando viu no rosto do ancião uma expressão intimidadora. Lembrou-se então, que o magistrado não gostava de ser interrompido quando estava na biblioteca. O velho protestou com uma resposta brusca, ordenando que o moço permanecesse calado.

    O jovem monge assim permaneceu, ali em pé, parado em frente a janela rebuscada, decorada com pinturas de anjos e mártires Cristãos. O corpo frágil, de rosto magro sob a túnica negra, fazia da escura e enorme sala, um lugar mais sombrio ainda do que já era antes. O ancião continuou a folhear o caderno por alguns instantes, em seguida fechou-o devolvendo às prateleiras empoeiradas.
    Depois, tomou o cajado nas mãos e, segurando a vela, caminhou na direção do monge que o aguardava. Só então, quebrou o silêncio depois de dar a benção costumeira, e seguiram direto para o refeitório.
    O sacerdote lembrava o noviço, como se recitasse um texto sagrado, da suma importância de tudo correr perfeitamente bem para a cerimônia do domingo próximo, que celebrava a missa dos lavradores.
    -  Não devemos esquecer filho, de que iniciaremos o coro com um Canto Gregoriano  -  disse o ancião de modo imperativo.
    -  Para isso, escolhi um belo hino de abertura, num velho hinário da biblioteca. E cuidarei para que alguns Copistas, cuidem de reproduzir algumas dezenas de cópias. Assim salvaguardamos a tradição da Ordem.
    O rapaz apertou levemente com as mãos, o escapulário pendurado no peito, hesitou um pouco, depois perguntou:
    -  Reverendo Mestre, não temos tecido suficiente para confeccionar trajes maiores, em caso de eventos públicos como esse.  -  O sacerdote fez uma ressalva.
    -  Escute isto meu jovem, um traje não faz um monge  -  respondeu de modo tolerante, o ancião.
    -  Contudo, este Mosteiro é um lugar sagrado construído para a adoração de Deus, e não de monges. Está claro, filho?

    O noviço ouviu com perplexidade, mas depois compreendeu o velho abade. No fundo, pensava, o Ancião tinha razão, apesar de ser um conservador religioso e pouco tolerante na maior parte do tempo. O velho referia-se aos costumes da tradição dos monges, em caso de adoração pública, substituir as vestes usadas dentro do mosteiro por uma túnica maior. O que não era prioridade, uma vez que o Monastério passava por precárias situações econômicas.
    Assim que deixaram a biblioteca, o aprendiz e seu tutor podiam contemplar mais adiante, além do claustro, onde jazia um oponente salgueiro que pendia seus ramos tristes no jardim, o enorme ateliê. Ali, outros monges se ocupavam em diferentes oficios: restauravam artefatos de madeira, confeccionavam imagens artísticas, ou teciam em teares manuais. Estes seriam depois vendidos para fora do Mosteiro, mas boa parte da produção, era para o consumo interno do prédio.
    Caminharam silenciosamente, rumo a missão piedosa de contemplar a última oração do dia. A sétima oração, encerrava mais um dia de devoção e trabalho coletivo, antes da ceia vespertina. O sino toca sete badaladas, todos reuniram-se e, de joelhos, voltaram-se para a Igreja do outro lado do jardim, que olhava majestosa para o refeitório. Um pouco atrás, encimado sobre o vasto balcão da cozinha, há um aviso que diz: "orai e trabalhai".*
   Em seguida todos se levantam, fazem o sinal da cruz e, em silêncio contemplativo, seguem para as mesas dispostas ao longo das paredes.


____________________***____________________



    Um dia revela outro dia em continua monotonia, o jovem noviço parou em frente à Igreja, Tinha à mão um regador de lata e uma pequena adaga, voltava da horta, onde lá trabalhava junto com outros iniciantes da Ordem. Vislumbrava a poucos metros da fachada da Igreja, centro sagrado do Mosteiro, duas grandes pilastras que se erguiam imponentes, como se abraçassem gloriosas as altas paredes da entrada do Templo. Ao centro, pouco abaixo do pórtico, a enorme porta arqueada partia-se em duas metades, convidando a todos a compartilharem o mistério e a adoração divina.
    Bem acima da coluna principal, duas pilastras pequenas e pinaculares , ostentavam ao meio uma enorme cruz de madeira, já apodrecida pela ação do tempo, para lembrar o Martírio de Cristo. Logo acima, no alto topo da velha cruz, canta um pássaro uma canção apaixonada por amor a amada, que jaz em algum lugar, esperando nas encostas da imensa mata, o cantor da floresta.
    O jovem encantado olha bruscamente para cima, e, com um gesto súbito e descuidado, espanta a bela ave que foge voando. Ganha os céus...desaparece. Ele aproximou-se da porta, uma esteira de palha estendia-se do lado de fora da soleira, logo abaixo do alpendre. Tirou as sandálias sujas de lama e, cautelosamente colocou sobre o chão batido, os apetrechos de trabalho que trazia nas mãos. Seguiu munido de curiosidade à extrema direita da parede, e apalpou as figuras de baixo relevo, eram muitas, estavam por toda parte, contornavam o cimo da porta terminando no extremo esquerdo da fachada.

    O noviço ponderava, enquanto contemplava as imagens e inscrições arcaicas. Ainda não tinha professado os primeiros votos, e as vezes sentia que os dias e noites eram intermináveis. As dúvidas assombravam a pobre alma do rapaz, que, procurava afugentá-las com orações e penitência.
    Voltou-se para as figuras; a última ceia. A primeira gravura mostrava Jesus e os apóstolos, o Mestre compartilhava o pão e o vinho, Judas ao lado de Jesus, "Judas"  -  pensava  -  pobre diabo. Profetas de tamanhas barbas, todos, e todos pareciam agitados sobre a mesa. Mas Jesus, ao contrario, permanecia sereno e calmo.
    Um pouco mais acima anunciava o nascimento de Jesus. Maria segurava no colo a criança, enquanto alguns Reis do Oriente presenteava o menino Salvador, seguidos de uma estrela cadente, que pairava sobre suas cabeças. Mais adiante, cenas do cativeiro babilônico, depois via-se a adversidade de jó e a genealogia dos Reis. Olhando para o meio, depois mais para baixo, no canto inferior esquerdo, via-se Josué, com resplendor da providência divina, abalar os muros de Jericó.

    O iniciado cortejava a rude pintura já desgastada, correndo as mãos sobre a camada saliente da imagem, eram as últimas gravuras. Uma delas lembrava Abraão, segurando o que parecia ser, objetos primitivos, enquanto a outra parecia ter entre as mãos, uma taça. Ele meneou a cabeça negativamente, sem entender.
    -  Melquisedeque  -  disse uma voz conhecida logo atrás do noviço que, imediatamente, foi tomado de espanto e sentiu-se desconfortável de estar ali.
    -  Reverendo Padre!!  -  solene e alegre, tão logo dirigiu-se com reverência ao sacerdote, que o abençoou sem formalidades.
    O aprendiz curioso, explicava que vinha da horta do Mosteiro, para buscar água na cisterna do jardim. Quando reparou nas belas figuras, não conteve a curiosidade de vê-las de perto. O ancião interrompeu, e fez sinal para que o jovem parasse de se explicar. Depois observou:
    -  Curiosidades compartilhadas, são conhecimentos divididos em partes, onde a parte de um, é a parte de todos.
    Aproximou-se do jovem monge, o ancião, direcionando o bastão para a enorme parede, sem desviar os olhos da fachada da Igreja, e pôs-se a explicar.
    -  Veja filho! Notei que você viu, e até tocou nestas pinturas.
    O velho deu uma pausa, e aproximou-se até tocar com a mão em uma das figuras, enquanto com a outra mão apoiava-se no cajado torto. Desta feita, comentou com o jovem , que a essa altura, espreitava o magistrado com certa desconfiança e admiração.

    -  Repare nesta imagem! A expressão de seu rosto...os gestos imperativos, ora contemplativos. As paredes parecem sussurrar...não!? O que me diz disso, hein?
    A pergunta pegou o noviço de surpresa, ele olhou para o ancião, depois voltou-se para as imagens. Ia dizer alguma coisa mas foi novamente interrompido.
    -  Você disse que não se conteve quando viu as "belas figuras", concordo que é verdade. Mas eu vejo mais do que belas figuras meu jovem, vejo mais de vinte séculos de histórias encerradas nesta parede.
    Respirando com certa dificuldade, o velho abade apontou para uma figura em particular.
    -  Aqui, por exemplo!  -  conjeturava que o aprendiz tinha dúvidas sobre a personagem em questão.
    -  É Abraão, ele entrega o dízimo à Melquisedeque, que, por sua vez, oferece pão e vinho e abençoa o Patriarca.
    Ele indicou para o jovem, a imagem do homem que segurava uma taça.
    -  Quem é Melquisedeque?  -  perguntou o rapaz quebrando o jejum do silêncio.
    -  Ninguém sabe,  -  respondeu um tanto embaraçado a pergunta  -  sem genealogia, nem pai nem mão, nem nascido nem morto. Sua história se perdeu nas brumas do tempo.

    Viu que o iniciado tinha perguntas, e não hesitou em permitir.
    -  Então isso explica porque Jesus compartilhou o pão e o vinho com seus discípulos. Isso já era uma tradição antiga entre os Israelitas.
    O Ancião ficou pensativo por alguns instantes, depois retomou a palavra.
    -  Talvez seja melhor começar pelo inicio filho, é inútil ficar balindo por ai palavras repetidas, sem saber o seu significado. Tem coisas que o machado não penetra, como por exemplo, a camada mais dura da cabeça de um tolo. Mas a palavra, está sim, traspassa para além da cabeça dos sábios.
    Voltou-se para a fachada do Igreja, onde jazia as primeiras gravuras. Então disse:
    -  Não se trata de tradição meu rapaz, nem sequer existiam tribos de Israel naqueles dias.
    Juntos, eles afastaram-se da parede à uma certa distância, de onde pudessem contemplar as imagens de uma só vez.
    -  Isso,  -  o velho abade sinalizou para o primeiro extrato  -  não é um dízimo da maneira como você entende. São espólios de guerra.
    O jovem ficou pálido com a afirmação de seu tutor, não podia imaginar Abraão, o Pai dos Patriarcas, envolvido em assuntos militares. Perguntou um pouco apreensivo:
    -  De onde viria?
    -  Voltava de Sodoma, de abater seus Reis, e saquear a Cidade.  -  Respondeu.
    O magistrado deu uma pausa, em seguida explicou para o noviço confuso, o contexto histórico no qual o Profeta vivia.

    -  Os Cananeus  -  dizia  -  eram adeptos de estranhos cultos, e perpetravam toda a sorte de crimes espirituais. O mundo andava de pernas para o ar, as divindades Cananeias tinham suas próprias jurisdições, e,  as pessoas empedernidas, tagarelavam com seus deuses que nada faziam por elas. Deuses esses, nem melhores, talvez não piores do que todos os outros.
    Durante sua passagem por Canaã, é provável que Abraão teve contato com as tradições locais, inclusive tinha conhecimento de EL, o deus supremo do panteão. Só bem mais tarde, o politeísmo Cananeu vai entrar em rota de colisão com os filhos de abraão, que professavam a fé num Deus único. Isso causou tamanha intriga de família, e estas velhas paredes dão testemunha do que eu estou dizendo.
    Novamente fez menção as figuras, desta vez, mostrou Josué, com a espada embainhada sobre as ruínas de Jericó.

    Um raio de luz rasgou as nuvens cinzentas logo acima do mosteiro, e refletiu sobre o cimo da porta, um pouco abaixo da coluna compreendida entre as pilastras. O ancião chamou a atenção do aprendiz para um dos caixilhos acima do pórtico, onde jazia quase oculto, uma das figuras mais emblemáticas da história.
    Perguntou para o inexperiente aluno, se ele reconhecia as imagens e, o que ela encerra no contexto de seu tempo.
    O jovem olhou minuciosamente para as figuras; um homem decrépito sentado trazia um semblante amargo e triste, ao seu lado três homens, todos pareciam falar ao mesmo tempo e, ao mesmo tempo, todos expressavam gestos altivos.
    -  Decerto que é Jó.  -  Respondeu de modo reticente.
    -  Seus amigos provavelmente censuram-no, pela falta que ocasionou na sua calamidade e desgraça.  -  Concluiu.
    O velho não ficou surpreso com a resposta. Por que ficaria? Sempre fora do mesmo jeito. As pessoas entravam e saiam do Mosteiro: noviciados, postulados, magistrados e por fim, tornavam-se professores, como seus antigos professores eram. Repetiam os mesmos discursos, dia após dia, ano após ano.
    Quem sabe  -  pensava o sacerdote  -  um dia, os cientistas e o clero, juntos, pudessem destramelar as janelas da história e permitirem um novo entendimento da natureza, da vida, e das palavras dos Profetas. Quem sabe!
    Fitou o sino do campanário, um dos monges próximo à galeria se dirigia para a torre. Cogitou que anunciaria a segunda oração matutina, então voltou-se novamente para a enorme fachada da Igreja e, com as mãos apoiadas sobre o velho bastão, disse de modo tranquilo:
    -  Você tem razão filho, é mesmo Jó. O pobre Jó! Ele súplica à Deus, para ser seu advogado diante de Deus. Pode imaginar uma situação dessas!?

    O noviço olhou para o ancião sem entender, depois tornou a olhar para a Igreja enquanto o abade falava.
    -  O destino de Jó  -  continuou  -  é o destino de toda a criatura humana, sem exceção.  -  Com leveza, afugentou algumas abelhas, provavelmente vinham das dependências do jardim.
    -  A desgraça de Jó  -  dizia ainda  -  são seus amigos equivocados, pensarem que os valores divinos são comparáveis com os medíocres valores humanos.
    Depois encarou seu interlocutor nos olhos, e disse rispidamente:
   -  Mas pode apostar meu bom jovem, a imagem de Deus não é compatível com a imagem do homem. Isso está longe de ser verdade.
    Alguns monges perambulavam por ali, uns liam, outros escreviam, vinham de todos os cantos do Mosteiro e convergiam para o pátio central. O futuro monge apertou o escapulário contra o peito, olhou para as paredes enrijecidas e artisticamente trabalhadas, então deduziu que o artesão talvez possuísse informações históricas sobre sua arte.

    Um dado curioso não passou despercebido pelo noviciado, era a correspondência de Abraão com Jesus. Ela conectava inicio, meio e fim, de uma vasta história naquela imensa cápsula do tempo. Não conteve a curiosidade e pôs-se a perguntar.
    -  Mestre, por que as figuras começam pelo Patriarca Hebreu, e encerram-se na pessoa de Jesus? E, por que, o pão e o vinho estão presentes em momentos tão distintos da história?
    Dirigiram-se para a galeria, e, por um tempo, caminharam em absoluto silêncio. O sacerdote deu de ombros, depois fez um comentário desinteressado acerca do assunto.
    -  Bem...o pão e o vinho,  tem um conceito simbólico em todas as vertentes religiosas Cristãs, nos dias atuais. Mas, no curso dos acontecimentos históricos, pareciam quase sempre anunciar uma tragédia: uma guerra, uma morte na cruz...não sei! Talvez o artista deliberadamente quisesse chamar a atenção. Se isso for verdade, ele conseguiu de fato.
    Absteve-se de falar, ouve-se uma pausa. Do alto do campanário da espaçosa entrada do Mosteiro, o reverberar do sino emitiu a ordem de penitência. O ancião e seu aprendiz, e todos que encontravam-se no pátio, voltaram-se para a Igreja, os joelhos dobrados sobre o chão áspero, a cabeça debruçado sobre o peito. O gesto humilde contemplava a segunda oração do dia...


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