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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A TRAGÉDIA DE FAUSTO

 FAUSTO - ( Johann Wolfgang Von Goethe - 1749-1832 )

RESENHA|RESUMO

Por Everaldo Ap Soares


Conta a história que Mefistófeles ( o diabo ) teve um certo dia com o Senhor ( Deus ) na assembléia dos Anjos. Deus pergunta á Mefistófeles: " como anda o mundo" á qual Mefistófeles responde : "quanto la vejo passa até de ruim".

O Senhor pergunta a Mefistófeles se tem visto fausto, seu 'Servo'.

Mefistófeles acusa Fausto de ser ambicioso e soberbo e que seria facil desencaminha-lo na vida.

O Senhor então permite que Mefistófeles 'tente' a Fausto com convicções de que Fausto não sederia ao diabo.
Mefistófeles se bajula de estar na presença de Deus, se despede das hostes angelicais e cai á terra para atormentar Fausto.

Está Fausto em sua casa debruçado sobre seus livros ao cabo de compreender todas as ciencias de seu tempo; filosofia, medicina,astrologia, teologia e outras tantas. Sendo um sábio acredita ele que está no "rol dos ignorantes" e longe do limiar do conhecimento absoluto das coisas do mundo.

Seus alunos e amigos o adimiram mais ele esta frustado e decepcionado. Pensa ser um impostor.Seu insáciavel desejo de conhecer os mistérios do que há na terra e acima no céu levam Fausto a estudar a magia.

Consulta Nostradamos, pratica encantamentos, evoca espiritos. Nada.

O que era distante ficara inalcançavel.

Se irrita.
Seu aluno Wagner o interrompe a noite, á porta, com um lampião na mão: " o mestre estava agora declamando não'stava ?", pergunta.

Conversam um pouco Wagner bajula o Mestre e sai.
 
É manhã. Fausto, só, deprimido e desconsertado já velho, é agora devoto de um fiel pensamento; quer dar cabo a sua vida.

Corre as prateleiras , entre calhamaços e folhas antigas, encontra um pequeno frasco de cristal que guardava um certo veneno.
Já com a taça de veneno nos labios Fausto escuta os sinos do campanario da velha igrejinha; passeatas, e coro de mulheres que cantavam. "passeantes de toda a casta". Era domingo de Pascoa.

Desiste do suicidio por um instante tomado de um estranho sentimento. De súbito seu amigo e discípulo Wagner entra em sua casa. Juntos saem seguindo o cortejo conversando.
 
Um velho camponês que passa mais outras senhoras vêem Dr Fausto; aclamações e elogios ao Doutor que lhes retribui com Carisma, "... é o oráculo das turbas...formam alas ao sabio...",

Wagner orgulha-se.

Fausto chama Wagner para subirem a encostae sentam numa pedra. Conversam até o crepusculo da tarde. Avistam um cão preto que se aproxima e julgam que o cão perdeu o dono. Fausto leva o cão pra casa e lhe da hospedaria em seu camarim.

O cão desassossegado perturba fausto que o repreende enquanto pega a biblia e senta junto a mesinha de canto. Abrindo- a no evangelho de São João lê: " No principio era o verbo...".

Não concorda e exclama.

O cão uiva.

Volta-se para o bicho: " não tolero um atrapalhador".

O cão se transforma em Mefistófeles, o próprio diabo.

Fausto fica horrorizado, " que horrenda diabrura hospedei eu em casa".

Pergunta á Mefistófeles quem é ele.

Que responde : " parte da força que, empenhada no mal , o bem promove ".
 
Depois de tomar conhecimento da natureza de Mefísto, trocam algumas desavenças e acusaçoes.
Fausto pede ao diabo que vá embora .
   
Mefistófeles não consegue sair da casa porque esta preso dentro de um pentagrama que a muito era usado por Fausto na aplicação da magia.

Mefistófeles evoca um bando de espiritos que enfeitiçam Fausto e fazem-no dormir um profundo sono. Dali Mefisto ordena uma ratazana á roer uma das pontas do pentagrama, bem "ali...onde o pé do diabo esbarrou".

Uma vez livre, vai-se embora.

Fausto acorda N'outro dia acreditando ter sonhado com um "demônio astuto...".Mefistófeles retorna a casa de Fausto e proponha a ele um pacto; que lhe serviria " em tudo" na terra em troca de sua alma.
 
Fausto acha desinteressante pois ja está velho e nada mais pode atraí-lo. È uma aposta perdida para Mefisto.
 
Mefistófeles convence o Doutor a assinar um pacto de sangue desde que o demônio ensine á Fausto todos os mistérios que o aflingem e consome e até que Fausto deite numa cama de preguiça " contente e em paz", dai pouco importa a ele o que o diabo farã com ele..

Apostam.

Combinados, papéis assinados, Fausto tem agora a "...nata dos serventes...". Está se trajando para sair num passeiocom Mefist´feles quando batem á porta.
 
Um" rapazola".

Vinha de longe ter com o Dr Fausto, o Mestre dos Mestres e O Sábio dos Sabios.

Mefistofeles pede que Fausto lhe de a batina de Doutor e se passa pelo mesmo. Diz pra Fausto estar pronto em um quarto de hora.
 
Mefisto atende o rapazola.
 
Pergunta ao rapaz o que deseja.

"...queria tornar-me sabichão...compreender a natureza e abarcar a ciência..." responde.
 
Minutos se passaram com Mefistófeles, pareciam horas para o rapazola que estava encantado com tamanha sabedoria. Pensava: "isto é que é mestre ...que achadão! " bati a porta certa.

De todas as ciências o rapaz queria aprender teologia. " E a teologia? ". Pergunta.
 
Mefistófeles: " Nesta ciência não é seguro pensar...há mil caminhos falsos..."pois, " com palavras arranja-se um sistema ".

Dispensado o rapaz, Mefisto volta-se para Fausto que " entrajado a fidalga "indaga; onde vamos?
 
Mefistófeles sugere levar Fausto a conhecer os dois extremos do mundo mais primeiro quer com o Doutor "... correr a sociedade..."começando pela plebe.
 
Chegam a uma taberna onde há muita festança e alguns beberrões que cantarolam poemas em rimas.Adentram a taberna pelos fundos.
 
Pelos trajes julgam os rapazes que os forasteiros recem chegados pertencem a alguma casta burguesa.

Continuam a cantar e conversar.Insultam-nos baixinho.

Mefistófeles e os beberrões entram num duelo de rimas e poesias.

 Desentendem-se.

Saem dali Fausto e Mefisto não antes de uma confusão promovida entre os poetas de plantão da taberna  e Mefistófeles.

Vão para uma caverna de feiticeira onde Fausto deve tomar a poção do rejuvenescimento e tornar-se jovem. Fausto ja jovem pega um espelho e vê a bela Helena. Ao voltar pra casa Fausto " já remoçado ", enamora Margarida que não lhe da atenção." Da lhe costa e sai".

Fausto pede ajuda de Mefistófolis par conquistar o coração da bela Margarida. Mefisto explica que não pode pois  Margarida acabara de voltar da igreja onde , no confesso o padreco acabara de absolver todos os pecados da mocimha.
 
Fausto insiste,

Mefistófeles garante que alguns presentes,jóias e brincos de ouro façam a bela mudar de idéia.

Deixam os presentes no quarto d'Ela, anonimamente, um cofre cheio de jóias.

Sem saber a procedencia nem o porque, a beata de sua mãe doa todo ouro pra santa igreja. O quanto de tudo trazia Mefisto á donzela, o padreco embolsava.

Reclama á fausto indignado o pobre diabo:"atabafou a pobre Margarida..."

Mefisto tem uma idéia pra aproximar o Doutor enamorado a jovem; usa Marta, sua vizinha e amiga.

Se passa de mensageiro, traz noticias do "espadinha", amor de Marta que , certamente se encontrava em batalha na cercanias. Diz que o pobre moço morreu e está enterrado em Pádua, aos pés de Santo Antonio e, pede encomenda á sua amada 300 missas pra garantir sua alma.

Marta desespera-se, Margarida conforta-a. Marta pede ao mensageiro ( Mefisto ) um documento que comprove como, quando e onde e, o paradeiro do tumulo do amado.

Mefistófoles assegura Marta que um par de testemunha perante o Juíz é de valor legitimo. Diz tambem que trará um figurão ( Fausto ) muito amigo do espadinha se a moça assim consentir.

" pois não ". Consente Marta.

Na opinião de mefisto é prudente que Margarida esteja presente pra conhecer o admirável figurão tambem muito amigo do mensageiro.

Margarida aceita, mesmo acanhada.

Fausto aceita mais desaprova o falso testemunho de jurar sobre a ossada do infeliz que descansa perene em terra benta.

" Santa simplicidade, o que é preciso, é jurar que se viu ". Afirma Mefistófeles.

" És, fostes e hás de ser sempre um mentiroso..." Conclui Fausto.

Se encontram a tardinha no quintal de Marta, Fausto e Mefisto, com Margarida ali tambem um pouco anciosa. Conversam entre si longas horas, Margarida se encanta com tamanho cavalheirismo e simpatia do amigo do mensageir

Saem a noitinha deixando as damas e vão-se.

Margarida e Fausto passam a se encontrar.Se apaixonam e mantem um caso em  sua casa depois de conseguir dopar a mãe com um poderoso sonífero preparado por Mefistófeles a pedido de Fausto.

Margarida engravida, revolta seu irmão Valentin que a acusa de ser uma mulher vulgar. Acerca Fausto e o desafia para um duelo de vida ou morte. Fausto aceita.
 
Com a ajuda de Mefisto Fausto assassina Valentim que morre agonizando nos braços da irmã.

Margarida enlouquece e é presa acusada de ter matado a mãe envenenada ( com a poção magica no chá ) e ter afogado seu filho num lago.
 
Fausto tenta resgatá-la da prisão, ela se recusa está delirando e já não acredita mais n'Ele.Insiste ele. Ela prefere morrer no carcere.

O tempo está acabando, Mefisto apressa Fausto a correr contra o tempo de seu feitiço que entorpeceu os sentinelas da prisão. Nada. Fausto prefere ficar ali com Margarida encarcerado.

 
È manha. Vem os guardas.
 
Mefistófeles surge sob o piso tosco da sela onde estão o casal como um fantasma aos olhos da mocinha já delirante.e pede a Fausto que tome um decisão.

Não sairá sem ela. Reluta Fausto

Ela se assusta com o que vê, reza e pede aos anjos que acolha a sua alma.
 
Mefistófeles intervem.
 
" Sentenciada ".
 
Os anjos.
    
" Salva ".
 
Mefistófeles apossa-se de Fausto levando-o consigo.
 
" És meu ".


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